Já dizia Rubem Alves: “Todo mundo quer aprender a falar. Ninguém quer aprender a ouvir”. Escutar com interesse o que o outro tem a dizer é um ato de amor que muitas vezes deixamos de praticar.
Não sabemos ouvir com empatia, estando totalmente presentes. Além disso, em algumas ocasiões perdemos a paciência e interrompemos o interlocutor com julgamentos precipitados.
Cada ser humano é único.
Portanto, também não não há escuta de qualidade quando dizemos: “Ah, sei o que você sente. Já passei por isso. Vou contar o que aconteceu comigo”, acreditando que as nossas experiências sirvam para o outro.
Para se tornar um comunicador eficaz você precisa antes de tudo ser um bom ouvinte.
Primeiramente, é necessário abrir mão do “querer ter razão”. E assumir uma postura de curiosidade genuína, como a de uma criança quando está descobrindo o mundo.
E que outros passos são importantes para ouvir com empatia?
A Programação Neurolinguística ensina técnicas que contribuem para uma boa escuta. Entre elas temos:
- Manter uma postura relaxada, porém atenta;
- Usar incentivos verbais como “Hum-hum” ou “Me fale sobre isso”;
- Manter um contato visual eficiente, balançando a cabeça com sinal de aprovação, também pode encorajar o outro a falar;
- Evitar interrupção no discurso;
- E fazer perguntas para checar o que foi dito, sendo empático e compreensivo.
O tempo todo seu corpo está se comunicando com você.
Você pode ainda treinar a escuta de qualidade ouvindo os próprios sentimentos e, sobretudo, a voz de suas emoções e intuição. Ao ampliar essa percepção sobre si mesmo você estará mais atento ao outro.
Participar de forma ativa da conversa gera relações mais saudáveis.
Ao prestarmos atenção nos pensamentos e opiniões da outra pessoa criamos um vínculo afetivo e um laço de confiança. Assim, melhoramos nossos relacionamentos e a vida ganha um colorido diferente.
Então ouça com empatia! E crie um mundo melhor a partir de uma atitude simples e amorosa.
Luíza Lopes é Diretora do Indesp.
