De repente, aquela pessoa quer mais do que carinho e passa a necessitar desesperadamente da sua atenção e amor.
É quando o parceiro ou parceira passa a ser a única fonte de felicidade do carente afetivo, como uma bengala externa de quem não aprendeu a se amar, valorizar e se dar suporte.
Mas essa baixa autoestima pode levar o carente afetivo à depressão.
Além disso, o relacionamento pode se deteriorar, uma vez que o outro acaba sendo aprisionado pelo carente afetivo, na tentativa de preencher lacunas abertas.
Na relação a dois, cada um tem uma cota de amor para doar.
O excesso de carência afetiva vampiriza a nossa energia. Mas ninguém é capaz de resolver a carência interna de uma pessoa, a não ser ela mesma.
E como saber se você está convivendo com um carente afetivo?
Fique atento a esses sintomas no(a) parceiro(a):
- Falta de referência interna para dar direção à própria vida.
- Necessidade de aprovação.
- Dificuldade em distribuir amor.
- Necessidade de chamar a atenção.
- Hábito de se fazer de vítima para que o outro se comova.
- Dependência do outro para se sentir feliz
- Submissão a qualquer condição, por medo de ficar só.
- Incapacidade de sustentar relacionamentos de longo prazo no passado, afinal, ninguém consegue fazer feliz o carente afetivo.
- Ciúme exagerado.
- Sentimento de posse.
- Facilidade em abandonar projetos para viver à sombra do outro.
- Excesso de cobranças, inclusive com amigos e familiares.
Procure ajudar mostrando a essa pessoa a importância em se autoconhecer.
Ela precisa encontrar o melhor de si e se recarregar internamente para saciar essa carência e dar sentido ao próprio viver.
A carência afetiva em grau elevado lembra o abraço do afogado.
Por isso, tome cuidado para não afundar junto com esse abraço desesperado, de alguém que quer que o outro o salve de si mesmo, de seus complexos e da sua apatia diante da vida.
Lembre-se de que ninguém consegue resgatar o outro o tempo todo. Nem mesmo por amor.
Luíza Lopes é Diretora do INDESP.