Pare de procrastinar já!

Pare de procrastinar já

Para alcançar qualquer meta é necessário ter foco, disciplina e atitude para fazer acontecer. Do contrário, esta será apenas uma ideia. Por isso, comece a agir e pare de procrastinar já.

É necessário agir no aqui e agora para um projeto se materializar. Porém, muitas vezes nós nos perdemos no presente em função, por exemplo, de algo que nos traz apenas algum conforto momentâneo. 

Assim, deixamos para depois o que realmente precisa ser feito – o que, muitas vezes, pode trazer consequências desagradáveis.

Mas e por que procrastinamos?

Um estudo de 2013 de um pesquisador no campo da procrastinação, Dr Tim Pychyl, chamou procrastinação de “primazia do reparo do humor de curto prazo sobre a busca de longo prazo das ações pretendidas”. 

Ou seja, procrastinamos quando estamos focados na urgência imediata de gerenciar humores negativos e afastar o problema, em vez de continuar a tarefa no momento presente.

É como se nosso “Eu atual” estivesse muito confortável sentindo a gratificação momentânea a curto prazo em vez de se dedicar a um objetivo a longo prazo.

Há momentos em que nós simplesmente não podemos nos dar ao luxo de procrastinar.

Se um engenheiro estiver avaliando a estrutura comprometida de um prédio ele nem pode pensar em procrastinar. Se eu  estou no meu trabalho, ministrando uma formação de PNL, sei também que não posso adiar o conteúdo que está programado para aquela aula,  pois no dia seguinte sei que será outro assunto.

Assim,  ideia de adiar porque não tenho vontade, nem me passa pela minha cabeça.

Por outro lado, quando eu administro meu tempo, quase sempre tenho a oportunidade de adiar as coisas. 

A questão é que eu sei que procrastinar é muito ruim e pode acabar gerando uma cobrança interna e uma insatisfação diante da vida. 

Eu já vivi momentos assim, em que me senti improdutiva, com a sensação de estar rodando em círculos, sem fazer  nada de útil.

Nessas horas, a procrastinação poderia vir e me deixar com a sensação que não contribui com a humanidade como gostaria. Porém, o que me encorajava era (e ainda é) sentar aqui e escrever esse artigo e fazer tantas outras coisas para entregar um conteúdo que possa ser útil.

Afinal, nessa idade em que me encontro, o que tenho que fazer é agora pois tenho clareza do meu propósito de deixar um legado, um futuro melhor para mim e para as pessoas. 

O autoconhecimento e a maturidade me trouxeram um novo olhar sobre a vida.

Antes eu achava que precisava de motivação para fazer algo. Porém depois percebi a que ao começarmos a fazer as coisas, a nossa vontade acorda e a motivação vem naturalmente.

O Autor Jeff Haden, no livro o Mito da Motivação, afirma que “motivação não é algo que você tem, é algo que você obtém”. Ele diz ainda que a motivação não é a causa da ação, motivação é o resultado da ação.

Então o que nos resta é começar a agir e a motivação vem a seguir.

Minha dica é eliminarmos  a palavra “motivação” do nosso vocabulário.

No lugar dela precisamos desenvolver autodisciplina e (bons) hábitos. 

Disciplina é a energia, o combustível que colocamos no sistema para tudo acontecer: Acorde sua força de vontade, comece a fazer, pois a medida em que fizer aquilo com uma determinada frequência, você criará um hábito e não precisará mais de força de vontade para agir. 

Boa parte da resistência que sentimos ao realizar uma tarefa está no ato de dar o primeiro passo.

Steven Pressfield descreve a resistência como uma força universal que tem uma única função: manter as coisas como estão e bloquear uma ação, a criatividade e o progresso.

Mas, assim que cruzamos essa linha de ação, a dor da procrastinação começa a diminuir e então a ideia de não fazer o trabalho que é difícil também diminui. 

É como se você tivesse uma bola no topo da montanha: você não pode fazê-la se mover, a não ser que você a empurre fisicamente. Mas, uma vez que você empurra, ela começa a descer ladeira abaixo e então tudo fica mais fácil.

Na minha rotina diária eu não preciso de força de vontade para tomar meu banho de manhã ou escovar meus dentes. 

Hoje também não preciso de força de vontade para fazer exercícios físicos pois isto já se tornou um hábito pra mim. Se sinto que estou lutando com a procrastinação, sei que o problema está no empurrão inicial, ou seja, apenas no começo.

Para superar a procrastinação, me coloco em ação, em direção aquilo que é importante pra mim, aquilo que na PNL – Programação Neurolinguística – chamamos de Estado desejado.

Na verdade, hoje eu nem penso em procrastinar, pois tenho outros projetos pela frente e em todos eles tenho apenas de dar o primeiro passo.

Luiza Lopes é Master em PNL e Diretora do INDESP.

 

Foto de SHVETS production no Pexels.