Como você gerencia seu monólogo interno?

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A gente tem uma conversa com a gente mesmo na qual nem sempre prestamos atenção e que, muitas vezes, acaba nos sequestrando do momento presente.

Esse monólogo inclui duas formas de pensamento padrão que podem ser destrutivas e tirarem nosso brilho nos olhos e a nossa fé. E tem a ver com a reflexão que fazemos sobre o passado, o que aconteceu, e ao mesmo tempo com a preocupação exacerbada em relação ao futuro.

Pare e preste atenção no seu monólogo, que a Programação Neurolinguística chama de Diálogo Interno. 

Como está essa sua conversa com você?

Você anda remoendo algo que aconteceu no passado ou preocupado em como obter sucesso no futuro? 

Quanto mais nós pensamos no futuro, mais atormentados nos sentimos. E quanto mais temos reflexões sobre o que passou, mais estressados ficamos.

Nossa falta de habilidade em conseguir se livrar dos problemas que criamos em nossa própria mente nos deixa em um estado constante de desencorajamento e angústia.

Uma mente inquieta e agitada: essa síndrome do pensamento acelerado  tem sido a causa raiz de muitas doenças emocionais. 

Por isso, aprender a acalmar a mente e minimizar o fluxo de pensamentos é algo necessário para termos paz e uma atenção livre, para focarmos naquilo que realmente importa. 

Como afirmei antes, o monólogo interno inclui dois tipos de pensamento padrão muito destrutivos e que precisamos aprender a gerenciar.

A reflexão exagerada sobre o que passou costuma ser recheada de pensamentos intrusivos como: 

“Eu não deveria ter dito aquilo”. 

“Eu deveria ter me posicionado naquela reunião”. 

“Acho que fulano disse aquilo para me testar, eu deveria ter reagido diferente”. 

Nessa narrativa mental, eu permaneço grudado(a) no que passou, criando assim uma grande turbulência interna. 

 

Já a preocupação com o que virá ocupa a mente com afirmações muitas vezes inúteis como:

 “Eu nunca serei valorizada pelo que faço”. 

“Por mais que eu me dedique, eu nunca vou ser valorizada”. 

“Não sei pra que sonhar pois na certa vou me decepcionar.” 

“Eu não vou conseguir me posicionar na vida”. 

São frases recheadas de crenças limitantes, que deixam a pessoa sem energia. Apática. Nada produtiva ou criativa. Ou muito reativa.

Em outras palavras, elas podem tornar a vida precária.

Além disso, quando a saúde mental é afetada, tudo se transforma em um ciclo vicioso.

Nele, pensamentos nocivos fazem com que os problemas fiquem ainda maiores do que são. 

Interromper esse padrão de comportamento não é tão fácil, mas é possível com a criação de hábitos consistentes para administrar nossos pensamentos, como a meditação.

Portanto, que tal experimentar novos hábitos e viver uma vida mais plena?

 

Luíza Lopes é Diretora do INDESP.

Artigo Publicado Originalmente no Blog Priorize Você.